“Nas motas ou na vida, quando caímos, o importante é levantarmo-nos sempre. E mais fortes!” Pedro Bianchi Prata

No vídeo, uma conversa, no texto, outra. É assim com todas as minhas pessoas e com o Pedro Bianchi Prata também. Antes mesmo de “asminhaspessoas” irem de férias, deixo-vos uma perspectiva da caminhada do Pedro, também nas motas. Já nos conhecemos há alguns anos, bastantes até. Mas, acho que fiquei a conhecê-lo melhor nestas duas pequenas conversas, na sua escola, a Off Road School,  do que em todos os anos em que nos fomos cruzando aqui e ali pela vida fora. Um campeão do Enduro e do Todo-Terreno, já fez soar o hino de Portugal  por esse mundo fora. Kms a perder a conta percorridos em nas suas motas, elege  o Dakar  como a prova das provas, até porque não é só uma competição, é uma experiência, que muda a vida a quem nela participa, pelo menos a dele mudou, logo desde a primeira vez em que participou, em 2006.

 

 

 

O Pedro Bianchi Prata, o Campeão de Enduro  e Todo-o-Terreno que sonhava ser veterinário,  nasceu e foi criado numa família unida.  Dá valor aos almoços de Domingo, às festas de Natal e passagem de Ano, com a família toda junta. É um peixe, filho e até irmão de gente que sabe nadar, ou andar de mota, para ser concreta. Continua a sonhar ser pai, mas a vida ainda não deixou. Para ele, o trabalho é o que faz a sua sorte, e  o aceitar o que não se pode mudar é a sua forma – sábia – de levar a vida.

 

CA- Como gostas de ver as tuas motas?

PBP– Limpinhas. Claro!

 

 

CA- Mas, no terreno não dá para estarem muito limpas…

PBP– Dá, claro que dá. Se estiver seco. (risos)

 

 

 

CA- Lembras-te da primeira vez que andaste de mota?  Quem sai aos seus, não degenera?

PBP- Lembro. Devia ter uns 7 / 8 anos. É um bocado isso, quem sai aos seus… Os meus tios, o meu pai, sempre tiveram motas. A minha mãe conta que, a minha irmã ainda não era nascida, eu tinha aí uns 2 anos, os meus pais tinham uma Vespa, ainda não tinham carro e eu ia no meio dos dois. (risos) As motas, os carros, os motores sempre fizeram parte da minha vida, desde muito pequeno.

 

CA- Sonhavas ser piloto quando crescesses?

PBP- Não. Sempre gostei muito. Brincava muito nas corridas quando era mais pequeno, mas o meu sonho era ser veterinário.

 

CA- Tu sonhavas ser veterinário? Esse é o sonho de muitas crianças, que depois acabam por não concretizar.

PBP- Sim, mas eu segui o sonho. Fui para a Universidade  (UTAD), estudei Veterinária até ao 3º ano, mas  não terminei. Chegou ali uma altura em que tive de optar entre o curso e a vertente  profissional das motas, o que implicava uma dedicação total às corridas e acabei por optar pelas corridas.

 

CA- Como surgiram as corridas na tua vida?

PBP- Foi por um acaso. Isto foi em 1991. Um amigo, o Vasco Sousa participava em  algumas corridas e eu era muito amigo do irmão dele, o Jorge. Um dia, fomos ver uma corrida do Vasco a Vila Nova de Famalicão. Fomos todos, cada um na sua mota. Andávamos de mota para todo o lado, eu tinha uma Aprillia Rx 50. Lá fomos ver a corrida e eu achei piada e pedi ao meu pai para participar na prova a seguir que era no Porto, o Enduro do Porto. Os meus pais e o meu tio foram ver. Correu-me bem, fiquei em 3.º lugar. Gostei da sensação. Depois fomos à seguinte, que era em Viana do castelo, também fiquei em 3.º lugar. Foi acontecendo…

 

CA- Mas, participavas nas provas sem preparação?

PBP-Sim. Só treinava no monte, de vez em quando, com os amigos. E eu participava nas corridas, que eram do Campeonato Nacional, mas  ia na categoria de 50’s, os Iniciados. Entretanto, falei com os meus pais, disse-lhes que no ano seguinte queria fazer o campeonato inteiro e aconteceu. O meu pai comprou-me uma mota nova. Fizemos uma espécie de contrato, que era: se eu conseguisse entrar na Faculdade,  podia participar no Campeonato.  E eu entrei, em Medicina Veterinária, na UTAD. O meu pai deixou-me participar, corri e ganhei o meu primeiro  Campeonato em 1992 (Campeonato Nacional de Enduro) de 50 centímetros cúbicos, na categoria de Iniciados. Depois, a partir daí, foi uma bola de neve.

 

 

CA- Com tantas corridas e tantas vitórias, há alguma que te marque em particular?

PBP- Sei lá… já foram tantas! Mas, lembro-me sempre da primeira corrida que ganhei, foi a Enduro da Lousã, em 1992 e depois quando eu era Júnior,  já estava numa equipa profissional e quiseram que eu corresse nos Seniors. Eu não acreditava que pudesse ganhar, ainda não tinha a confiança necessária. E nesse ano, ganhei as corridas todas. Foi em 1994. Aí, percebi: “afinal, sou mesmo muito bom nisto!” (risos)

 

CA- O teu palmarés é extenso e está cheio de medalhas de Ouro e primeiros prémios. O teu percurso nas corridas foi feito sempre a ganhar?

PBP- Sim, foi e tem sido. Acho que em tudo na vida, quando uma pessoa se dedica a algo, deve dedicar-se a sério e eu fui sempre muito focado, sempre trabalhei a sério e o meu objectivo era ganhar, sempre fazer o meu melhor, nas corridas e nos treinos e na vida de piloto. Tive sempre muito boas condições para o fazer, mas também fiz muitos sacrifícios.Eu, dos 18 aos 24 anos, saí algumas vezes à noite, quando estava de férias, mas de resto tinha uma vida muito ocupada, ninguém me via. Passava muitos fins-de-semana, como agora,  a trabalhar, a correr, a preparar corridas, treinos. E, por isso não tive uma vida normal na adolescência e na juventude,  em que todos têm um grupo de amigos com quem  vão sair. Isso diluiu-se um bocado na minha vida.

 

 

 

CA- Todos vemos o Pedro Bianchi Prata, piloto do Dakar, campeão…(ver Palmarés abaixo. Extenso e vale pena),  mas não vêem o outro lado, do trabalho, do esforço, do abdicar.

PBP- Claro que sim. Eu olho para trás, vou fazer 44 anos e não me arrependo de nada. Tenho uma vida muito completa, cheia de sucessos e realizações, que me completam muito em termos profissionais, mas  ficam muitas coisas para trás. Vejo os meus amigos com filhos e já todos constituíram família e eu não tive essa hipótese.

 

 

CA- Não tiveste essa hipótese, ainda…

PBP-Sim. (risos) A vida ainda não acabou, mas fiz opções e quando estás 100% focado num objectivo, há sempre coisas que ficam para trás e eu optei.

 

CA- E a tua irmã, Catarina, também tem muito jeito. Vocês andavam juntos nas motas?

PBP – A minha irmã sim, tinha muito jeito. Quando eu comecei a correr, a minha irmã também. E em 1995, ela correu no Campeonato Nacional, as primeiras provas, com uma mota com que eu tinha corrido em 1992. Depois o meu pai até lhe deu outra mota para ela correr. A minha irmã andava bem. Não havia categoria de mulheres  na altura e ela, no meio dos pilotos, homens, acho que ficou em 5º lugar, no Campeonato desse ano. Foi muito bom. Aliás, neste sítio onde nós estamos, treinávamos muito. Não havia estas vinhas. Tinha aqui uma pista grande, aqui à volta e treinávamos juntos. Ela tinha mesmo jeito. Entretanto, entrou para a Faculdade ( Faculdade de Arquitectura do Porto), foi viver para Barcelona, os filhos vieram entretanto e deixou por completo as corridas de mota.

 

 

 CA- Sim, mas a tua irmã anda de mota na estrada, tu não?

PBP– Eu não. Eu já não. Primeiro porque não consigo andar devagar (risos), depois, apesar de eu não achar perigoso andar de mota, com consciência, não é perigoso, mas  as outras pessoas podem ser. E, na estrada há muitos riscos, e como já arrisco tanto a treinar, não quero arriscar na estrada.

 

CA- Arriscas muito a treinar Pedro?

PBPNão arrisco muito. Sei o que estou a fazer e não passo dos meus limites, mas é óbvio que tudo pode acontecer…

 

CA- Nunca passaste dos teus limites? Para saber quais são, tens de ir esticando…

PBP- Os limites vão-se ultrapassando, com o treino, à medida que ganhamos mais confiança, ficas mais forte, andas mais depressa e os teus limites vão-se alterando. É óbvio que às vezes, quando estás no fio da navalha e precisas de ganhar aquele segundo, tens de arriscar mais um bocado. Mas, ainda assim, eu sempre fui bastante consciente. Já tive algumas lesões, algumas quedas feias, mas nunca de muitos excessos e loucuras, nem de me magoar a sério, por querer fazer mais do que sabia, isso não.

 

CA- E fracturas e cicatrizes, tens quantas? Já lhes perdeste a conta?

PBP-Já foram bastantes nestes quase 28 anos de carreira,  mas não foram tantas quanto se possa pensar. Tenho algumas lesões, já tive de fazer algumas operações, mas nunca nada de muito grave.

 

CA- Nunca o suficiente para te assustar a sério?

PBP- Não. Até agora não.

 

CA – Tens algum amuleto?

PBP – Não propriamente, tenho uma pulseira de que goste, mas amuleto, se lhe posso chamar  amuleto, é a bandeira de Portugal, que anda sempre comigo neste casaco do equipamento. Esta já tem milhares de kms, já fez o Dakar.

 

CA- Como te lembras do teu primeiro Dakar?

PBPO Dakar é uma aventura, eu costumo dizer, que se fizeres um Dakar, isso passa a ser um modo de vida, muda-te a vida por completo. Fiz o primeiro em 2007. Este já é o 14.º Dakar em que vou participar, agora em papeis diferentes, como Team Coordinator da Honda. Mas, como eu dizia, o Dakar é uma corrida que te traz vivências e experiências muito diferentes de tudo o que vives, quando passas pelo Enduro, pelas corridas cá na Europa. Estou a falar do Dakar de África, para mim, é o verdadeiro, aquele em que se passava em África. Eu nunca fiz o Paris-Dakar, fiz o Lisboa-Dakar (2007) O Rali Dakar tinha também  esse propósito, que era levar as pessoas a conhecer África, mas também fazer com que os pilotos e as equipas e toda aquela gente, ajudassem quem vive lá. Nós passámos por sítios onde não há nada, nem água sequer, a não ser duas ou três cabanas, mais nada. E o objectivo do Dakar era esse também, levar a caravana do continente europeu e atravessar todo o continente africano e chegar a Dakar. Essa nossa passagem mudava muito a vida daquelas pessoas também. Só para te dar um exemplo: um dia que nós passássemos numa daquelas cidade da Mauritânia ou do Senegal, Marrocos não tanto, porque é muito mais turístico e comercial, mas nestas localidades da África Negra, eles ganhavam dinheiro para viver o ano inteiro. Era o dinheiro que ganhavam com a gasolina que vendiam naquele dia, pelas refeições que serviam, pelas pequenas recordações que a gente da caravana do Dakar, lá pudessem comprar.  Isso mudava a vida das pessoas por onde nós passávamos. E isso marcou-me muito. Eu lembro-me que, quando regressei do meu primeiro Dakar, tomei a decisão de que tinha de dar uma volta à minha vida. Aquilo que eu achava importante, afinal não tinha importância nenhuma, um plasma novo e mais isto e mais aquilo, tudo material, e não interessava nada.  Lembro-me que tinha a minha casa, no Porto, estava quase pronta, e nunca mais acabava as obras, porque não arranjava tempo, sempre a adiar…e vivia com um colchão no chão do quarto, um sofá e uma televisão na sala e um frigorífico na cozinha, sem mais nada em casa… E, chegado do meu primeiro Dakar, acabei as obras em casa, arranjei-a por completo, porque passei a dar muito mais valor às coisas que tinha.

 

 

CA- Então o Dakar não é só uma prova de Todo-o-Terreno?

PBP– Não. O Dakar muda mesmo a vida das pessoas, das nativas e das que participam nesta prova. Agora, também, mas não tanto. Porque agora corremos na América do Sul, são países muito mais desenvolvidos e investem muito dinheiro para esta prova passar lá, mas o retorno que o Dakar, em termos de hotéis, restauração, combustíveis e tudo o resto, é sempre muito lucrativo para os sítios por onde nós passamos. No início desta prova, o objectivo era muito esse, o humanitário. Criaram-se muitas associações, de pilotos, em África, para ajudar muitas localidades por onde a caravana ia passando. A própria organização fazia acções de solidariedade e continua a fazer, também nestes países de agora. Claro que em África, a ajuda era muito mais necessária, mas nestes  países da América do Sul, também há necessidades e a organização encontra formas de ajudá-las. Por exemplo, há troços em que há velocidade controlada, também por questões de segurança para as populações por onde passamos.  E o valor das multas revertem a favor dessas localidades. O Dakar é a maior corrida do mundo, em termos  de complexidade logística,  recursos humanos e com uma componente humanitária muito grande também.

 

CA- O que sentes quando ouves o hino de Portugal numa competição?

PBP– É especial, embora o nosso país não ligue muito à nossa modalidade. O mercado do desporto motorizado é pequeno. Somos muitos, mas o país é pequeno. Comparativamente com outros países, somos poucos a competir. Mas, já conquistei algumas vitórias para o nosso país, já fui 3 ou 4 vezes campeão da Europa e quando ganho e sobes ao pódio e ouves o tu hino, é muito especial.

 

CA- O que te passa na cabeça quando vais em cima da mota?

PBP – Tantas coisas, depende das corridas.No Dakar, por exemplo, às vezes temos etapas tão largas (termo castelhano, efeitos da vida em Barcelona), tão compridas, tantas horas, que pensamos em tudo, na vida, mas quando estás em zonas mais técnicas e de navegação difícil, aí tenho de estar concentrado no que estou a fazer e focado em ganhar ou em descobrir o caminho, ou os “way points”, os sítios onde tens de passar, depende da prova.

 

CA- É uma modalidade muito exigente, do ponto de vista  físico e mental?

PBP- Sim. Fisicamente tens de estar muito bem preparado e depois, se não estiveres bem nesse ponto,  a parte mental também não vai estar. Começas a acusar o cansaço e depois começas a pensar só nisso  e é uma bola de neve.

 

 

CA- Como geres isso?

PBP-Tenho de estar o melhor possível a nível físico. Em época de corridas, faço ginásio, bicicleta, corrida a pé e de mota, no mínimo, 3 vezes por semana.

 

CA- Sentes muita falta quando não andas de mota?

PBP– Sim. Sinto. Passei agora um período em que tive de viajar muito e com o trabalho na Honda, não tinha tempo para treinar e fiquei com muitas saudades de treinar a sério. Este último mês de treino tem-me sabido muito bem.

 

 CA- Como se chega a Team Coordinator, da Honda Racing Corporation?

PBP-É um trabalho de muitos anos, de muita dedicação e também é preciso estar no sítio certo, na hora certa. É um percurso. Por acaso, fui convidado para substituir outro piloto, completamente por acaso e gostaram do meu trabalho.É um percurso que já começou no último Dakar em cima da moto, como “aguadeiro”.

 

CA- O que é ser “aguadeiro”?

PBP –O “aguadeiro” é quando estás como piloto numa corrida e ajudares os outros pilotos a conseguir o melhor lugar possível. Se for preciso, dás peças da tua mota, ajudas os outros pilotos na parte mecânica,  ou seja tens de ser um piloto rápido, para estares próximo, mas também tens de perceber de mecânica para poderes ajudar os outros pilotos.

 

CA- É uma função exigente. Tens de estar sempre alerta.

PBP– Sim, mas eu já tinha  feito bastantes vezes, mesmo na minha própria equipa, que contratava, pilotos rápidos com quem já tive essa função. E nesta última vez que fiz o Dakar, foi também com essa função, na equipa oficial da Honda. É um trabalho em que tens de ser muito mais completo do que um piloto. É um desafio engraçado.

 

CA- As coisas na tua vida foram acontecendo, ou tu é que as sonhaste?

PBP-Fui trabalhando. Muito! (risos) tive alguns azares na vida. Os negócios, às vezes não correm bem e trabalhas, trabalhas e parece que não consegues andar para a frente, e de repente, as coisas voltam a correr bem. Este último ano tem sido melhor, tem dado para recuperar algumas coisas que já correram mal.

CA – Se pudesses mudar algumas dessas coisas que correram mal, mudavas?

PBP– Mudava. Acho que sou bom demais e às vezes acredito em pessoas que não merecem que se acredite nelas e que se aproveitam de nós e isso já me aconteceu algumas vezes.

 

CA- Aprendeste a lição?

PBP-Pois. Aprendi. Aprendes com os erros.

 

CA- Vais andar de mota até quando?

PBP-Vou andar de mota até não poder mais, isso é certo, nem que seja só com os amigos, para ir dar umas voltas de vez em quando. Mas, vou estar sempre relacionado às corridas e com a competição. Gosto muito do meu trabalho e é o que vou fazer sempre. Amo o que faço e isso é muito importante. Parece que não é trabalho. Tenho muita sorte. Isso eu sei que tenho.

 

CA- E se te tirassem as motas, Pedro, o que fazias?

PBP –Sofria muito, claro! Ia sentir muita falta de tudo, mas fazia o que fosse preciso.  Eu    adapto–me (risos) Não sou de dizer  não a trabalho. Se não puder fazer uma coisa, faço outra. Também nas motas, faço do que gosto menos, estar no escritório, em frente ao computador. Tem de ser. O meu trabalho não é só andar de mota.

 

CA – Qual é o teu maior sonho?

PBP– Em termos profissionais, neste momento é ajudar a Honda a ganhar o Dakar. Com este conjunto de pessoas a trabalhar, é conseguirmos ganhar este Dakar e mudarmos o rumo da História, que é o mesmo há 17 ou 18 anos. Nós estamos muito empenhados e a trabalhar muito para conseguirmos  reunir as condições de ter a sorte de ganhar esta edição. Porque, para ganhar o Dakar, também é preciso ter sorte, não basta teres a melhor equipa, a melhor mota e os melhores pilotos, também é preciso ter sorte, é fazer a sorte durante aqueles 15 dias.

 

 

CA- Há quem diga que a sorte não traz nada que não tenha sido preparado.

PBP-E as coisas estão bem preparadas, mas até agora, neste dois últimos anos, talvez não tivéssemos estado no momento certo, na hora certa e por pequenos detalhes, apesar de termos ganho a prova no terreno, na realidade, não o ganhámos.  Vamos fazer com que este ano corram bem.

 

CA- E a nível pessoal, Pedro, qual é o teu maior sonho?

PBP – Gostava de ter filhos um dia. Não é fácil, porque te muda a vida por completo. Deixas de viver só para ti. Tens responsabilidade para a vida inteira. Além disso, se algo corre mal, tens de te relacionar com a pessoa, mãe dos teus filhos, neste caso, para a vida inteira e isso é uma grande uma mudança, por isso, calma! (risos) É um sonho que tenho. Gosto muito de crianças. Adoro os meus sobrinhos, não posso viver sem eles, mas ainda não aconteceu…

 

CA- És um tio fixe?

PBP- Acho que sim.Tens de perguntar à Alice ( sobrinha) (risos)

 

CA- E ainda por cima ouvi dizer que és um tio “fixe”, que pões a música alto no carro (risos)

PBP – Sim. É. A tua filha gosta. (risos) (Nota importante, a minha filha é amiga da Alice, sobrinha do Pedro  Bianchi Prata).

 

 

CA- Se pudesses ter um super-poder, qual escolherias?

PBP- Eu já tenho. O meu super-poder sou eu. (risos)

 

Obrigada Pedro Bianchi Prata por seres uma das minhas pessoas. 🙂

 

 

Pedro Bianchi Prata – Team Coordinator Honda Racing Corporation

PALMARÉS

 

Campeão Europeu Absoluto de Bajas 2012/2013

Palmarés Nacional 1991 A 2006: Oito vezes Campeão Nacional de Enduro e Todo-o-Terreno / 12 vezes Vice-Campeão;

Palmarés Internacional 1993 A 2006: Dez medalhas do campeonato mundial de Enduro ISDE;

Rally Dakar: Sete participações no Rally Dakar: (1ª em 2007 – 103º geral; 2ª em 2009 – 29º da geral; 3ª em 2010 – 30º da geral;4ª em 2011 – 30º da geral; 5ª em 2012 – 42º da geral; 6ª em 2013; 7ª em 2014 – 27º da geral; 8ª em 2016 – 69ª)

Rally:

5º geral no Rally dos Sertões 2007 (Brasil);

1º classe / 5º geral no Rally dos Sertões 2008 (Brasil);

Finalista do Rally da Tunísia 2008 (Tunísia);

6º geral no Rally Shamrock 2008 (Marrocos);

2º classe / 12º geral no Rally dos Sertões 2009 (Brasil);

11º geral na Baja España – Aragón 2011 (Espanha);

7º classe / 13º geral no Rally dos Sertões 2011;

7º classe no Rally de Merzouga 2011 (Marrocos);

4º classe no Rally da Amazónia 2012 (Brasil);

1º classe / 1º geral na Baja Carpathia 2012 (Polónia);

1º classe na Baja HunGarian 2012 (Hungria).

1º classe / 1º geral Baja Idanha-a-Nova 2012 (Portugal)

2º Geral rally de Merzouga 2012 (Marrocos)

Finalista do Dakar 2013 – 4º lugar na 12ª Etapa

1º classe / 1º geral Baja Itália 2013

1º classe / 1º geral Baja Roménia 2013

1º classe / 1º geral Baja Hungria 2013

1º classe / 1º geral Baja Idanha-a-Nova Portugal 2013

5º da Geral Rally Serres 2013 (Grécia)

7º Geral rally de Merzouga 2013 (Marrocos)

Finalista do Dakar 2014 – Várias etapas nos top 15 – 27º da Geral

3º da Geral Rally Hellas ( Grécia)

4º da Geral Rally Serres (Grécia)

2015

1º da classe / 1º da Geral Europeu – Baja Itália 2015

1º da classe / 1º da Geral Europeu – Baja Hungria 2015

7º da Geral no Rally Transanatolia (Trukia)

9º da Geral no Rally Merzouga (Marrocos)

Finalista do Dakar 2016 – 69º da Geral

 

Obrigada Pedro!

 

Realização e Fotografia – Igor Sterpin TUCANDEIRA Films

https://www.linkedin.com/in/igor-sterpin-4778a474/

 

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